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Domesticar a vida

Faz algum tempo que comecei a sentir que não andava bem. Trazia um permanente cansaço que, curiosamente, não me deixava dormir. Todos os dias tinha tonturas, sofria de dores de cabeça frequentes e a irritação era constante. Um dia, do nada, no meio de uma loja (enquanto procurava pelo tamanho adequado de meias para o filho do meio), começo a sentir uma dor aguda no braço esquerdo que progride para o peito. Tento controlar-me. Deixo tudo para trás e vou à procura da família na zona da restauração. Sentada, os membros inferiores começam a ficar dormentes e tenho a sensação que vou desmaiar. Peço ao marido para me levar de imediato ao hospital. Era a segunda vez que passava por isto.
O diagnóstico, após uma série de exames, é claro: ansiedade. 
Ansiedade? Como assim? Sempre me considerei psicologicamente forte!
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Mulher. Mãe de 3. Esposa. Dona de casa. Administrativa financeira.
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Permanentemente insatisfeita: não sou suficiente para quem de mim precisa. Falho como mãe, como esposa. Tenho a casa em desordem, roupa acumulada. No trabalho, um patrão que me (nos) sujeita a assédio moral diário. 
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A medicação prescrita deixava-me dormente. Não me sentia eu. Decidi parar e, após horas de desabafos, conversas e oração, foi tomada a decisão que mudaria a minha vida para sempre: apresentar a demissão (sem perspectivas no horizonte) e domesticar a minha vida de forma a restabelecer a minha sanidade mental.
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Vou iniciar o terceiro mês como mulher, mãe de três, esposa e dona de casa a tempo integral. Sei agora que foi a melhor e mais sábia decisão que poderia ter tomado. Tenho as rédeas da minha vida bem presas na minha mão e não permitirei que voltem a soltar-se.
Este blog tem como objetivo partilhar um pouco do meu dia-a-dia: desafios, contrariedades, receitas, alegrias, maternidade, fé e muito mais. Convido-vos a ficarem por aí. Vamos domesticar a nossa vida?

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